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Henrique Meirelles rebate ironia de Boulos: vai criar o programa ‘Sua Casa Minha Vida’

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Confira aqui os destaques da entrevista

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Fonte: Jovem Pan

Henrique Meirelles foi o segundo convidado da série de sabatinas com presidenciáveis das eleições de 2018 realizada pelo programa Pânico. Em entrevista nesta terça-feira (11), o candidato do MDB negou ser o sucessor de Michel Temer, criticou as propostas de Ciro Gomes de tirar endividados do SPC e rebateu as críticas que recebeu de Guilherme Boulos (PSol) no debate do último domingo (9) promovido pela TV Gazeta em parceria com o jornal Estado de S.Paulo, a Jovem Pan e o Twitter.

Na ocasião, Boulos ironizou sua campanha. “Você tem como slogan ‘Chama o Meirelles’. Eu não vou chamar, eu vou taxar o Meirelles”, disparou ao defender sua proposta de taxação de fortunas. Em declaração ao TSE, Meirelles alegou ter patrimônio de R$ 377 milhões.

“Acho importante dizer que ele tem um grande problema. Essa coisa de pagar imposto. Paguei a vida inteira e tenho orgulho disso. Sempre paguei. Agora, para ele pagar, ele precisa trabalhar. Se não trabalhar fica difícil. Outra coisa. Meu slogan continua esse. Chama o Meirelles para resolver a crise. No caso dele, que invade geral, pode ser o de criar o programa Sua Casa Minha Vida”, respondeu agora o candidato do MDB, criticando a atuação do concorrente à frente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Ao detalhar algumas de suas propostas, porém, Meirelles não descartou a taxação de fortunas. “Acho correto. É possível fazer. Mas é mais importante taxar dividendos. Aquilo que a empresa distribui aos acionistas”, disse.

Ciro e o SPC

Durante a entrevista, o convidado defendeu a PEC do teto de gastos aprovada durante sua participação no governo Temer. De acordo com ele, ela ajuda a regular as contas do Estado sem limitar gastos em setores essenciais, como saúde e educação. Também reforçou mais uma vez a necessidade de uma Reforma na Previdência.

“Essa é uma reforma controversa em qualquer país do mundo. Mas ‘arregar’, de jeito nenhum. Pelo contrário. Controverso não quer dizer que não tem que ser feito. Tem que fazer. Minha discussão não é se ela vai ser feita, mas quando vai ser feita”, disse.

Em seguida, criticou as propostas de Ciro sobre tirar endividados do SPC. “O que vai resolver o problema dos devedores é ter mais emprego e renda para não precisar pendurar no crédito. Temos que colocar o país para crescer, depois podemos facilitar os pagamentos, tudo bem. Mas não dar um calote geral, criar crise na economia. O [Fernando] Collor fez isso. Precisamos voltar a crescer, controlar a inflação, fazer o país progredir”.

Por fim, Meirelles foi questionado se é ou não o candidato a sucessão de Michel Temer – e desconversou. “Sou o candidato do Meirelles. Da minha história. Do emprego e da renda. Não sou de um lado nem de outro. Sou do Brasil. O Lula convidou, aceitei. O Temer convidou, aceitei. Aceito o que interessa à população (…). E tenho convicção de que vamos ao segundo turno. Só tenho uma dúvida: se vai ser possível vencer já no primeiro”, concluiu.

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